sábado, 2 de abril de 2011

IDENTIDADES - Exposição Fotografia

Graças à carolice de alguns, Marrazes lá vai conseguindo algum protagonismo no meio Cultural e Artístico da região.

Bom, como a Comunicação Social parece afastada destas lides, o protagonismo fica-se pela prateleira, mas o seu mentor, patrono ou simplesmente "carola" não se livra do epíteto, principalmente quando o local escolhido para estas coisas é...a USF Santiago em Marrazes!

Esta USF (Unidade de Saúde Familiar) é orientada pelo "nosso" patrono das Artes o Dr. Manuel Carvalho, sempre pronto a apoiar estas manifestações, cedendo para isso, algum do (pouco) espaço disponivel na USF para esse efeito.

Não sendo o local mais indicado para este tipo de manifestações (também não sei bem qual será ou onde será esse local mas, para mim, está muito bem e vão ficar já a saber porquê!) tem no entanto um grande mérito: se o Cidadão não se interessa (porque sim ou, porque não pode) então, leva-se a Cultura ao Cidadão! Assim, sem grandes campanhas ou falatórios e de uma forma muito singular, a Arte e a Cultura, são apresentadas ao Cidadão comum quase sem que ele disso se aperceba e, como eu costumo dizer, estas manifestações culturais, fazem bem à saúde!
(Mais uma razão para nos deslocarmos à USF Santiago: se estivermos doentes, nem vamos precisar de consulta!)

Isto a propósito de mais uma exposição de fotografia que teve inicio no passado dia 31 de Março e que se prolongará até ao final do corrente mês.
Os autores de "Identidades" são Rute Violante e Tiago Bartolomeu e tem o apoio da "fotograf'arte"


Acordo Ortográfico, sim ou não? (Esclarecimento)

Não devemos nunca concordar ou discordar de alguma coisa, sem primeiro esclarecermos o nosso entendimento nessa matéria. (No mail que está a ser divulgado por exemplo, afirma-se que os PALOP não estão a par de nada relacionado com o Acordo, o que não deixa de ser estranho, pois todos eles o assinaram! Provavelmente, aconteceu-lhes o mesmo que a nós...ou pior!)

Gostaria pois de esclarecer, que não estou em total desacordo com "o Acordo". O problema é que, a minha discórdia é suficiente para que eu diga um não redondo!

Embora compreenda o porquê deste Acordo (uma das razões parece relacionar-se com o facto de o Português ser uma das línguas mais faladas no mundo, e Portugal (a classe politica) querer manter esse estatuto e (a outra razão) o Brasil poderia abandonar o Português como Língua Oficial, reencaminhando-a para o cano do esgoto!) quase me basta o seu fundamento ser politico para o rejeitar. O "quase" relaciona-se com o facto de as alterações em si, não reflectirem nenhuma necessidade urgente da Língua Portuguesa que justifique as mesmas de uma forma tão profunda, imediata e deselegante.

Este Acordo traz uma novidade: que eu saiba, é a primeira vez na História, que a Língua Mãe de um país se sujeita às exigências de um dialecto existente noutro, (sim, sim...o "Brasileiro" não é uma Língua, não esqueçam isso!) sendo que estas transportam uma imposição e sujeição politicas. Mas, o que mais me dana, é quererem obrigar-nos a aceitar uma coisa que desconhecemos, onde não fomos "vistos nem achados" relegando-nos para 3º ou 4º plano, sem voto na matéria! e isto, depois de terem efectuado um inquérito (ou foram mais?) onde a maioria renunciou a tal acordo, uma outra maioria possivelmente maior, não sabe ou não quer saber, e uma minoria disse "sim" ao acordo e mesmo assim, lá foram cantando e rindo com um acordosito todo pomposo para manter a Língua Portuguesa nos píncaros da grafia mundial dos bem falantes oradores da NATO, da OCDE, da UNICEF e sei lá quantas mais organizações onde o Português é aceite e reconhecido! Mas afinal, qual é o problema em o nosso Português só ser falado em Portugal? Então, e aquela do "orgulhosamente sós", foi posta de lado? E para quê tudo isto quando, se me deslocar à Alemanha por exemplo, se eu não souber no minimo falar inglês, mandam-me "à fava"?

Bom, não se esqueçam: se a partir de agora escreverem em Português "antigo", levam tau tau!

Eu levei, por causa dessas malvadas consoantes mudas, que agora foram parar à prateleira! Ou por causa do "o que não se lê, não se pronuncia"!